quinta-feira, 18 de abril de 2013

PRONÚNCIA DA PALAVRA "SUBSÍDIO"



A PRONÚNCIA DA PALAVRA "SUBSÍDIO"

O "s" dessa palavra soa como "ss", e não como "z", do mesmo modo que "subsaariano", "subsecretário",“subserviente, "subsistência", "subsolo".
Para ter o som de “z”, o “s” precisa ficar entre duas vogais, o que, como vemos, não é o caso.
Conforme alguns etimologistas, a palavra "subsídio" designava uma corporação do exército romano, "sub sedio".
Formada por soldados estrangeiros, essa corporação somente atuava quando havia necessidade de socorro, de auxílio, o que explica o sentido moderno de "subsídio".

E QUANTO À PALAVRA "OBSÉQUIO"?

Das palavras com o encontro “-bs-”, o “s” tem som de “z” apenas em “obséquio” e derivadas (obsequiar, obsequioso, obsequiosidade). E a razão para isso é etimológica.
“Obséquio” é da família de “exéquias”. Elas não são sinônimas, a primeira significa “favor”, a segunda, “cerimônias fúnebres”. A relação de parentesco, porém,  fica clara em “obséquias”, sinônimo de “exéquias”, e no latim: “obsequiae”, plural de “obsequium” (serviço), do verbo “obsequi” (ceder a, obedecer), com a base “sequi” (seguir), também presente em “exsequiae”.

segunda-feira, 25 de março de 2013

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

CURSO PREPARATÓRIO DE LÍNGUA PORTUGUESA



CURSO PREPARATÓRIO DE LÍNGUA PORTUGUESA COM O PROFESSOR DANIEL VÍCOLA: SUA OPORTUNIDADE DE APRENDER PORTUGUÊS COM PRAZER E CLAREZA E ARRASAR NAS PROVAS DE CONCURSO! TURMAS TOTALMENTE ONLINE! VOCÊ, DE TODO O BRASIL, ESTÁ CONVIDADO(A) A PARTICIPAR CONOSCO!

Queridos alunos e ex-alunos, venho informá-los que, finalmente, depois de longo estudo e preparo para chegarmos a um FORMATO IDEAL, teremos o nosso CURSO PREPARATÓRIO ESPECÍFICO DE LÍNGUA PORTUGUESA na Federal Concursos, com um programa pensado para abranger os principais conteúdos cobrados nas provas de língua portuguesa e trabalhado, em aula, de forma aplicada, lúdica, estimulante e esclarecedora. 
Convido todos vocês a tomar parte desse novo empreendimento e a aprender a nossa língua portuguesa de uma forma como nunca viram antes! Chega de tropeçar na ortografia, errar a concordância ou tropeçar na regência! Com o nosso curso você aprenderá tudo o que precisa para ser um CRAQUE DO PORTUGUÊS! 
Venham participar comigo do CURSO PREPARATÓRIO ESPECÍFICO DE LÍNGUA PORTUGUESA da Federal Concursos! Será um prazer enorme ter a sua companhia! Haverá, inicialmente, uma turma durante a semana (sempre às terças e quintas-feiras, à noite) e outra aos sábados (manhã e tarde, com intervalo para almoço). Escolha o melhor horário e junte-se a nós! 
O curso é ONLINE e com transmissão AO VIVO, para que todos possam PARTICIPAR e ESCLARECER SUAS DÚVIDAS!
Uma OPORTUNIDADE FANTÁSTICA! Não perca mais tempo!
Clique nos links abaixo e tenha todas as informações:


Estou esperando todos vocês! Grande abraço!

Professor Daniel Vícola

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

CONCORDÂNCIA DE FORMAS VERBAIS NO INFINITIVO

Estamos aqui para estudar ou estamos aqui para estudarmos?

O post de hoje responde à dúvida do leitor (ou leitora!) que se identifica como "aprendiz", aqui nos comentários do blog. Pergunta ele(a): "Qual é a forma correta: 'Estamos aqui para estudar ou estamos aqui para estudarmos.' ?" Em primeiríssimo lugar, agradeço a visita e a contribuição, caro(a) leitor(a): a partir das dúvidas que me chegam posso construir um espaço cada vez mais útil e interessante aos meus leitores e alunos. Em segundo lugar, você me pergunta o "assunto" dessa dúvida: trata-se de um problema de CONCORDÂNCIA VERBAL. Você quer saber sobre como proceder a concordância da forma verbal no infinitivo depois de uma preposição, no caso, a preposição "para". Esse, como você verá, é um "enrosco" bastante comum no cotidiano (principalmente escrito) da língua! Uma dúvida que, com certeza, é compartilhada por muitos falantes e estudantes da língua portuguesa. 
Para solucioná-la, contei com a ajuda valiosa dos conhecimentos colhidos ao professor Sérgio Nogueira, que leciona, a esse respeito, o seguinte:
 
USO DO INFINITIVO
 
1) Em locuções verbais, devemos usar o infinitivo impessoal (= aquele que não se flexiona):

“Os deputados DEVEM ANALISAR o caso na próxima semana.”
“Os contribuintes PODERÃO, a partir da próxima semana, PAGAR antecipadamente o IPTU.”

Observe que, nas locuções verbais, temos uma oração. O verbo auxiliar é o que concorda com o sujeito.
 
2) Em orações reduzidas, usamos o infinitivo pessoal (= aquele que se flexiona, concordando com o sujeito):
 
O professor trouxe o livro PARA EU LER (= para que eu lesse)
PARA TU LERES
PARA ELE LER
PARA NÓS LERMOS
PARA VÓS LERDES
PARA ELES LEREM
 
Nesse caso, são duas orações. “O professor trouxe o livro” é a oração principal. A segunda oração é uma subordinada adverbial reduzida de infinitivo.
 
Observe o exemplo a seguir:
“Houve uma ordem / PARA OS PRÓPRIOS FUNCIONÁRIOS CADASTRAREM OS CONTRIBUINTES.”

Esquema de fixação:
Locução verbal = verbo auxiliar + infinitivo impessoal (= não se flexiona);
Oração principal + oração reduzida de infinitivo (pessoal = concorda com o sujeito)

Dúvida do(a) leitor(a):

“Estamos aqui para estudar ou estamos aqui para estudarmos.”

São duas orações. “Estamos aqui” é a oração principal e “para estudar(mos)” é uma oração subordinada adverbial final reduzida de infinitivo. Aqui, portanto, temos duas orações, mas o sujeito é o mesmo (nós). Como o sujeito do infinitivo está oculto (nós), alguns autores consideram um caso facultativo, outros afirmam que é um caso de infinitivo não flexionado. Em geral, a preferência é pelo SINGULAR:

“Estamos aqui PARA ESTUDAR.” (forma preferencial) ou "Estamos aqui PARA ESTUDARMOS." (uso facultativo)

Observe mais exemplos:
“Duas novas ruas foram abertas / para FACILITAR o acesso.”
“Usineiros e representantes estarão em Brasília / para PRESSIONAR o governo federal.”

É interessante observar que, na 1ª pessoa do plural, todos preferem o infinitivo não flexionado: “Nós saímos / para ALMOÇAR”. Ninguém diria: “Nós saímos para almoçarmos.”

Observe, agora, os casos abaixo:

1) Se o sujeito estiver claramente expresso, a concordância é obrigatória:
“Trouxeram os sanduíches / para NÓS ALMOÇARMOS no escritório.”

2) Quando o infinitivo desempenha a função de complemento, usamos a forma não flexionada:
“Os paulistanos foram obrigados A PASSAR quatro horas no saguão do aeroporto.”
“A falta de informação leva outros meninos A FAZER a mesma coisa todos os dias.”
“A lei proíbe os brasileiros DE FUMAR na ponte aérea.”
“Os músicos foram impedidos DE PARTICIPAR de qualquer tipo de trabalho em discos.”

3) Quando o verbo for de ligação (= SER, ESTAR, FICAR, TORNAR-SE…) ou estiver na voz passiva, a concordância é facultativa, mas a preferência é o PLURAL:
“Elas tiveram que suar muito PARA SE TORNAREM as campeãs.”
“Elas têm que malhar muito PARA FICAREM magrinhas.”
“O TSE liberou duas das quatro parcelas PARA SEREM DIVIDIDAS por 26 partidos.”
“O porta-voz francês informou que as medidas A SEREM TOMADAS contra o terror são iguais às da Inglaterra.”
 
4) O verbo no plural enfatiza o agente em vez do fato. Em caso de ambiguidade, preferimos o plural para evitar a dúvida:
“Presidente liberou seus ministros PARA SUBIREM em palanque.” (= quem vai subir em palanque são os ministros, não o presidente).

Dessa forma, como podemos ver, a concordância das formas de infinitivo passa por uma série de fatores e, assim sendo, devemos perceber todos os dados contextuais antes de decidirmos, de fato, como proceder.
Espero que todas as informações tenham sido claras e úteis não só ao "aprendiz" mas a todos os aprendizes da nossa amada língua!
Um grande abraço a todos e até a próxima!

Professor Daniel Vícola

domingo, 27 de janeiro de 2013

CORRELAÇÃO DOS TEMPOS E MODOS VERBAIS


Olívia bebeu o suco que pôs na taça.

Eu pergunto a vocês, leitores: essa frase está correta?
Trata-se, sem dúvidas, de uma frase clara, pois todo mundo que a lê entende perfeitamente o que aconteceu: em primeiro lugar, Olívia colocou suco na taça. Em segundo lugar, ela o bebeu.
Atenção para o tempo verbal que foi usado para expressar ambas as ações: o pretérito perfeito do indicativo que, como sabemos, indica uma ação passada já concluída.
No nosso exemplo, temos duas ações passadas concluídas (beber e pôr). Acontece, todavia, que não é possível que Olívia tenha bebido e posto o suco na taça simultaneamente. Uma das ações, logicamente,  aconteceu antes da outra. E qual é o tempo verbal que devemos usar para indicar uma ação passada concluída antes de outra ação também passada? Como sabemos, é pretérito mais-que-perfeito!
Como Olívia teve que pôr o suco na taça antes de bebê-lo, o ideal seria que escrevêssemos a frase assim:

Olívia bebeu o suco que pusera na taça.

Nessa nova construção, temos a correlação adequada de tempos e modos verbais. Sabemos, então, que o pretérito mais-que-perfeito do indicativo combina com o pretérito perfeito do indicativo quando queremos indicar duas ações passadas concluídas, uma anterior à outra.
Vejamos mais um exemplo:

Se eu tivesse mais tempo, viajaria sempre.

Aqui há o verbo tivesse, flexionado no imperfeito do subjuntivo, modo que expressa dúvida, hipótese. Temos que pensar na carga semântica do verbo quando escolhemos algum outro para com ele combinar. No caso em questão, podemos escolher o futuro do pretérito do indicativo (viajaria), pois ele expressa uma ação futura cuja realização depende de algo, uma ação condicionada.
A ideia transmitida pelo imperfeito do subjuntivo é de uma possibilidade bem remota. Por isso devemos usar o futuro do pretérito na combinação.
As correlações entre o pretérito mais-que-perfeito e o pretérito perfeito, ambos do indicativo, e entre o imperfeito do subjuntivo (-SSE) e o futuro do pretérito do indicativo (-RIA), são as mais comuns nas provas.
Em relação às demais, cabe ao leitor analisá-las cuidadosamente e ver se a lógica entre as informações é mantida.

Vejamos mais alguns exemplos de combinações bem feitas:

Se eu passar no vestibular, cursarei Psicologia. 
(Fut. do subjuntivo + fut. do pres. do indicativo).

Ela pediu que eu comprasse mais pães na padaria. 
(Pret. Perfeito do indicativo + imperfeito do subjuntivo).

Se Lúcia tivesse pedido, eu teria trazido os pães. 
(Pret. Mais-que-perfeito composto do subjuntivo + futuro do pretérito composto do indicativo).

Apesar de ser seguro considerar que o imperfeito do subjuntivo e o futuro do pretérito do indicativo combinam (-SSE, -RIA), o importante mesmo é treinar para conseguir compreender o sentido dos períodos formado com correlações de tempos verbais. Para isso, é preciso saber o que cada tempo e modo verbal quer dizer.

Em relação à atitude do falante, pode-se dizer que ela muda conforme o modo verbal escolhido, como no esquema abaixo:
  • MODO INDICATIVO à atitude de declaração, de certeza;
  • MODO SUBJUNTIVO à atitude de dúvida, fala hipotética;
  • MODO IMPERATIVO à atitude de ordem, pedido, sugestão.
Quanto ao sentido dos tempos verbais do modo indicativo, podemos afirmar o seguinte (abordaremos os sentidos básicos!):

TEMPOS DO MODO INDICATIVO:


Presente do indicativo
  • Enuncia um fato que ocorre no momento em que se fala: Bebo água.
  • Dá atualidade ou dinamismos a fatos passados que são contados no presente: Em 1500, Cabral descobre o Brasil.
  • Indica ação futura e certa: Amanhã faço os exercícios de gramática.
  • Exprime dogmas, fatos cientificamente comprovados: A Terra gira em torno do sol. Um ângulo reto tem 90 graus.
  • Enuncia ação habitual: Aos sábados, almoçamos aqui.

Pretérito perfeito do indicativo
  • Enuncia fato passado já concluído: Compramos um apartamento espaçoso.

Pretérito mais-que-perfeito do indicativo
  • Exprime fato passado concluído antes de outro fato também passado: Comeu todos os doces que fizera. (primeiro fez, depois comeu).

Pretérito imperfeito do indicativo
  • Exprime um fato passado referindo-se ao momento em que ele ainda acontecia (ou seja, ainda não concluído): Eu cozinhava quando minha mãe chegou.
  • Indica ação frequentativa passada: Quando criança, lia Monteiro Lobato.

Futuro do presente do indicativo
  • Indica fato futuro tido como certo: Amanhã farei os trabalhos da faculdade.

Futuro do pretérito do indicativo
  • Enuncia um fato futuro relativo a um fato passado: Ontem Marta falou que compraria um par de sapatos.
 Por fim, lembremo-nos, também, dos tempos compostos:

Do indicativo Do subjuntivo
Pretérito perfeito Pres. do ind. + particípio Tenho escolhido Pres. do subj. + partícipio Tenha escolhido
Pretérito MQP Pret. Imperf. do ind. + Particípio Tinha escolhido Imperfeito do subj. + particípio Tivesse escolhido
Futuro do presente Fut. do pres. do ind. + particípio Terei escolhido Fut. do subjuntivo + particípio Tiver escolhido
Futuro do pretérito Fut. do pretérito do ind. + particípio Teria escolhido

Com base nessa tabela, por exemplo, sabemos que "Olívia tinha feito os doces quando Gabriela chegou" equivale a "Olívia fizera os doces quando Gabriela chegou."

Esse post não teve, de jeito nenhum, a intenção de esgotar o tema da correlação entre tempos e modos verbais. A intenção foi apenas a de dar uma "clareada" no assunto e incentivá-los, leitores, a estudar e a treinar bastante, pois só assim vocês ficarão seguros para enfrentarem as questões que cobrem esse conteúdo!
Um grande abraço!

Professor Daniel Vícola

sábado, 19 de janeiro de 2013

VALOR SEMÁNTICO DAS PREPOSIÇÕES


Como sempre leciono em nossas aulas, pensar no "valor semântico" de uma determinada classe de palavra é pensar no seu conteúdo, no significado que ela traz consigo e que acrescenta ao contexto em que é empregada. Com as preposições não é diferente. Assim como as demais palavras da língua, elas operam mudanças de significado quando empregadas para relacionar dois termos na oração.
Lembrando que a PREPOSIÇÃO é a palavra invariável que serve para CONECTAR as palavas na oração. As preposições estabelecem também relações semânticas entre o termo regente (aquele que pede a preposição) e o termo regido (aquele que completa seu sentido). Por isso, vejamos uma relação de exemplos para entender o valor semântico das preposições em diferentes contextos:

Peguei o caderno da Letícia e vou devolvê-lo amanhã - Valor semântico de posse.

As esculturas de cerâmica fizeram o maior sucesso na exposição - Matéria

Estudar com os amigos é muito mais proveitoso - Companhia

O conhecimento é a chave para o sucesso - Finalidade

Fiz o trabalho conforme você sugeriu - Conformidade

Falamos sobre Machado de Assis durante o seminário - Assunto

O garoto se feriu com a faca - Instrumento

Aguardávamos com ansiedade o resultado do concurso - Modo

O cachorro morreu de uma epidemia desconhecida - Causa

A plateia protestou contra o alto preço da mensalidade - Oposição

O orientador estipulou um prazo de vinte dias. - Tempo

Conheci uns amigos de Maceió. - Origem 

Perceberam? Mais do que simplesmente "ligar" os termos, as preposições estabelecem novas relações de sentido entre eles. É fundamental que você saiba reconhecê-las e identificá-las!
Grande abraço a todos e até a próxima!

Professor Daniel Vícola 

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Correção da Prova do TJ - Assistente Social e Psicólogo

Correção da Prova do TJ - Assistente Social e Psicólogo, dezembro de 2012 (PARTE I)


Atendendo a pedidos, vou postar e comentar, aqui, as questões da prova de Língua Portuguesa do concurso do TJ para Assistente Social e Psicólogo. A prova foi elaborada pela VUNESP e foi constituída por 20 questões. Vamos à análise das dez primeiras:


QUESTÃO 01: Uma questão de nível fácil, exigia apenas o reconhecimento da função de APOSTO, devidamente explicitada no conteúdo do enunciado. Entendendo a função, era muito simples identificar o segmento contido na ALTERNATIVA E como sendo a resposta desejada, vez que o trecho "organizações criminosas lideradas por policiais e ex-policiais", devidamente isolado por VÍRGULAS, explica a expressão anterior: "as milícias".


QUESTÃO 02: Outra questão de nível fácil. Mais uma vez o candidato era levado a reconhecer uma determinada função sintática, no caso, a função de ADJUNTO ADVERBIAL DE MODO. Como sabemos, o adjunto adverbial de modo conecta-se ao VERBO indicando COMO acontece a ação por ele expressa. No texto em questão, a expressão "à base do assistencialismo e do medo" indica COMO as milícias consolidaram o seu poder. A resposta correta é a contida na ALTERNATIVA C.

QUESTÃO 03: Uma questão de nível médio-difícil, porque exigia conhecimento apurado sobre tempos e modos verbais. Para aqueles que não conseguem identificar essas noções, certamente a questão foi uma "tortura"! Nesses casos, mais do que o conhecimento sobre a conjugação dos verbos, cabe lembrar, entra em jogo a sua experiência de LEITOR e PRODUTOR de TEXTOS em língua portuguesa. Como digo sempre nas nossas aulas: use da sua "intuição linguística" para identificar conjugações erradas ou impossíveis. O enunciado trazia o verbo VIR e, nas alternativas, outros vervos, derivados dele, para que o candidato analisasse a flexão nos trechos dados. Uma a uma, temos:

(A) Os problemas que adviram (ADVIERAM seria a forma verbal correta, neste caso) da greve ainda não estão superados.
(B) Se o problema proviesse do sistema informatizado, seria fácil resolvê-lo. (CORRETA!)
(C) Para que os litigantes não se desavissem (DESAVIESSEM seria a forma correta), foi proposto um acordo.
(D) O Ministério Público interviu (INTERVEIO é a forma correta) na questão e denunciou os envolvidos no escândalo.
(E) As autoridades só agirão se lhes convir (CONVIER é a forma correta) fazê-lo.

Importante frisar que o fato de mencionar que todos os verbos das alternativas são DERIVADOS DE "VIR" é um facilitador considerável para análise das formas verbais: muitas pessoas conjugam tais verbos como se fossem derivados de VER e não de VIR.
Resposta correta: ALTERNATIVA B.

  

QUESTÃO 04: Semântica pura, minha gente. Você tinha que identificar o valor CAUSAL da conjunção COMO e selecionar outra conjunção que mantivesse essa mesma relação semântica (de sentido) com o contexto, o que só ocorreria através da substituição de COMO por PORQUE, que aparece na ALTERNATIVA A. Questão de nível fácil.

QUESTÃO 05: Pronomes e sua colocação na oração eram o contéudo dessa questão de nível fácil. Analisemos as alternativas:

(A) (Nos) surpreende, a cada dia, constatar a invasão das milícias, que espalham-(se) pelas favelas, ditando-(as) suas leis. 
Versão correta: Surpreende-nos, a cada dia, constatar a invasão das milícias, que se espalham pelas favelas, ditando-lhes suas leis.

(B) Depois de invadir vários territórios da cidade, as milícias dominaram (eles) e ali instalaram-(se)
Versão correta: Depois de invadir vários territórios da cidade, as milícias os dominaram e ali se instalaram.

(C) Há candidatos que usam as gangues: (as) procuram movidos pelo interesse em ter (elas) como aliadas. Versão correta: Há candidatos que usam as gangues: procuram-nas movidos pelo interesse em tê-las como aliadas.

(D) Quase nunca vê-se reação das comunidades diante do terror que as milícias (as) impõem. 
Versão correta: Quase nunca vê-se reação das comunidades diante do terror que as milícias lhes impõem.

(E) Milicianos instalam-se nas comunidades e impõem seu poder; consolidam-no pela prática do terror. (CORRETA!)


QUESTÃO 06: Cabia ao candidato reconhecer e empregar corretamente as palavras homófonas , A e a contração À. Questão simples, que exigia apenas um pouco de atenção.

A (indica TEMPO FUTURO, portanto, não poderia ser ""!) pouco mais de um mês da próxima eleição presidencial dos Estados Unidos, o favoritismo de Barack Obama sofreu um arranhão. Não (parte da construção HAVER QUE, ou HAVER DE) que estranhar a dificuldade de Obama quando tem de falar de improviso ou exercer À (Introduzindo uma expressão adverbial de modo, que tem como núcleo palavra feminina) queima-roupa o contraditório. Obama é instado, agora, A (preposição) preparar-se muito melhor para os dois outros debates.

RESPOSTA: ALTERNATIVA D.

QUESTÃO 07:
Questão de ortografia. Simples, sem complicações. Vou reproduzir as alternativas e colocar as palavras erradas entre parênteses:

(A) Diante da (paralização) das atividades dos agentes dos correios, pede-se a (compreenção) de todos, pois (ouve) exceções na distribuição dos processos.
Formas corretas: paralisação, compreensão, houve.

(B) O (revesamento) dos (funcionarios) entre o Natal e o Ano Novo será feito mediante sorteio, para que não ocorra (descriminação).
Formas corretas: revezamento, funcionários, discriminação.

(C) Durante o período de recessão, os chefes serão (encumbidos) de controlar a (imissão) de faxes e (copias) xerox.
Formas corretas: incumbidos, emissão, cópias.


(D) A concessão de férias obedece a critérios legais, o mesmo ocorrendo com os casos de rescisão contratual.
ALTERNATIVA CORRETA!


(E) É certo que os cuidados com o educando devem dobrar durante a (adolecencia), para que o jovem (haja) sempre de acordo com a lei.
Formas corretas: adolescência, aja.

  

QUESTÃO 08: Questão de nível fácil, sem maiores dificuldades para o candidato. Bastava observar as normas de concordância e os preceitos de coesão e coerência para responder com tranquilidade a esta questão. Resposta: ALTERNATIVA C.



QUESTÃO 09: Questão de nível fácil, colocava em jogo uma possível relação de sinonímia para o termo "nababesco", dando, anteriormente, uma importante referência contextual ao afirmar que "A opulência dos nababos, o equivalente muçulmano dos marajás da Índia no século XVI...". Ora, se apresenta opulência e equivale aos marajás indianos, o adjetivo formado a partir de "nababo" só pode significar "OSTENTOSA, LUXUOSA", como sugere a ALTERNATIVA A.

QUESTÃO 10: Uma questão de CONCORDÂNCIA VERBAL, ou seja, você deveria ficar de olho na relação SUJEITO-VERBO para verificar se não havia incongruências nela. Vejamos:
(A) A empresa atua no setor moveleiro já fazem mais de 50 anos, sempre com sucesso.
Corrigindo: A empresa atua no setor moveleiro já FAZ mais de 50 anos, sempre com sucesso.
(B) A análise dos casos revelou que se tratam de problemas de falta de comprometimento.
Corrigindo: A análise dos casos revelou que SE TRATA (lembre-se de que TRATAR-SE é INVARIÁVEL!) de problemas de falta de comprometimento.
(C) É possível que ainda exista no mercado brasileiro algumas empresas que não seguem o padrão ISO de qualidade.
Corrigindo: É possível que ainda EXISTAM no mercado brasileiro algumas empresas que não seguem o padrão ISO de qualidade.
(D) Nas avaliações, destacam-se os servidores do legislativo comprometidos com o bom atendimento ao público.
ALTERNATIVA CORRETA!
(E) Vi muitos professores deixarem de dar inúmeras aulas e nada acontecerem com eles.
Corrigindo: Vi muitos professores deixarem de dar inúmeras aulas e nada ACONTECER com eles.

Amanhã postarei a segunda parte da resolução comentada da prova!
Grande abraço a todos.

Professor Daniel Vícola
 

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

ORTOGRAFIA: USO DA LETRA "X"

Aqui vão algumas dicas sobre o uso da letra "x" na nossa ortografia. Tomem nota:


segunda-feira, 12 de novembro de 2012

RÁDIO-RELÓGIO OU RADIORRELÓGIO?

A nova ortografia está dando "um nó" na cabeça de muita gente, não é mesmo?
Não há um só encontro em que meus alunos não me perguntem acerca das novas grafias de determinadas palavras.
Como eu sempre faço e recomendo, no caso de uma dúvida muito problemática, procure ajuda confiável! No meu caso, em relação à nova ortografia, sempre recorro aos colegas da Academia Brasileira de Letras: não há fonte mais confiável para consulta do que ela.
Foi numa dessas consultas via e-mail que consegui solucionar um impasse que muito vinha me intrigrando, dada a discrepância de opinião entre autores cujas obras consultei: a grafia da palavra RÁDIO-RELÓGIO.
Vejam, na imagem, reproduzidas na íntegra, pergunta e resposta: