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quinta-feira, 9 de maio de 2013
sábado, 8 de setembro de 2012
"DE MAIS" OU "DEMAIS"?
Nossos alunos são comprometidos demais com os estudos!
Prontos para resolver mais uma dúvida recorrente da nossa amada língua?
Numa oração como:
Sabemos que ela fala demais!
Sabemos que ela fala de mais!
Qual é a forma correta: "demais" ou "de mais"?
Você sabe diferenciar essas duas formas? Saberia, com precisão, determinar qual das versões da oração acima é a correta?
Nosso post de hoje, então, vai esclarecer essa dúvida e eliminar o problema!
Entendamos, pois, as diferenças.
O que importa, de fato, para decidirmos o caso de usar a palavra "demais" ou a expressão "de mais" não é propriamente como classificamos uma ou outra, mas o significado apresentado por cada uma delas.
De modo geral, DEMAIS, numa só palavra, funciona como advérbio de intensidade. Acentua, portanto, o valor de verbo, de um adjetivo ou mesmo de um outro advérbio, apresentando significado próximo ao de "muito", "muitíssimo", "extremamente", "excessivamente", "em demasia".
Observe os exemplos listados abaixo:
"A seleção de vôlei jogou demais no último campeonato."
"Perto demais do fogo, Juanes se queimou."
"Elisa era linda demais nas suas recordações infantis."
"Soube que eles escrevem mal demais."
Perceba que, em todos os casos listados acima, a palavra "demais" está associada a verbo, adjetivo ou advérbio, sempre cumprindo, em relação a todas essas palavras, a função de lhes intensificar o sentido.
Portanto, não se esqueça disso: DEMAIS, quando se refere a VERBOS, ADJETIVOS ou ADVÉRBIOS, é um ADVÉRBIO DE INTENSIDADE, e é uma palavra só: DEMAIS!
Só que a palavra "DEMAIS" também pode ser empregada como pronome indefinido, quase sempre precedida de artigo, com o significado de os outros, os restantes, os mais.
Acompanhe o exemplo:
"Foram impedidos poucos candidatos do partido; os demais se deram bem."
Demais como adjetivo:
"Os demais candidatos recorreram ao STF e se deram bem."
"Demais" equivale, ainda, a "além disso", "ademais", "demais disso", "de mais a mais" - em uso pouco frequente; há quem discorde, mas, nessa acepção, alguns gramáticos classificam demais como conjunção coordenativa que introduz uma oração explicativa, às vezes, seguida de vírgula.
Curiosa e justificável essa oscilação, porque a classe adverbial é um tanto difusa, como lembra Celso Cunha em sua Gramática da Língua Portuguesa (Fename, 1982).
Exemplos:
"Dora disse que não queria mais ser parte daquele setor; demais não leva jeito mesmo."
"Não disse nada a ela; demais, não havia o que dizer."
Já a expressão "DE MAIS", composta por preposição e advérbio, expressa a noção de quantidade, com significado aproximado de a mais, como oposto de de menos. Tem função adjetiva; acompanha, portanto, substantivos ou palavras substantivadas:
"Maristela perdeu quilos de mais."
"Está tudo em cima; nem ossos de mais, nem carne de menos."
"Não houve nada de mais com ela."
Assim, minha gente, no frigir dos ovos, classificações e definições, "na hora H", pouco importam. O que importa é observar com atenção o sentido da frase para fazer a escolha apropriada.
Espero que tenhamos, aqui, esclarecido mais essa dúvida acerca de expressões de uso cotidiano na língua.
Deixo meu grande abraço a todos.
Até a próxima!
Prof. Daniel Vícola
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Dúvidas mais recorrentes,
Ortografia
segunda-feira, 14 de julho de 2008
CURIOSIDADES SOBRE ALGUNS VERBOS

* EU "PRETIRO"
O verbo "preterir", que significa "deixar de parte, desprezar, rejeitar", é conjugado como tantos verbos portugueses que terminam em "-erir" (ferir, conferir, preferir, aderir).
O verbo "preterir", que significa "deixar de parte, desprezar, rejeitar", é conjugado como tantos verbos portugueses que terminam em "-erir" (ferir, conferir, preferir, aderir).
Exemplos:
Eu firo, eu confiro, eu prefiro, eu adiro, eu pretiro.
Lembre-se de que "preterir" é antônimo de "preferir". Assim, se alguém deve escolher entre morar no Rio de Janeiro ou em São Paulo e acaba optando pelo Rio, esta pessoa está preterindo a cidade de São Paulo.
Eu firo, eu confiro, eu prefiro, eu adiro, eu pretiro.
Lembre-se de que "preterir" é antônimo de "preferir". Assim, se alguém deve escolher entre morar no Rio de Janeiro ou em São Paulo e acaba optando pelo Rio, esta pessoa está preterindo a cidade de São Paulo.
* HÁ ou HAVIA?
Qual é a forma correta?
"Ela estava em cena há mais de uma hora."
ou
"Ela estava em cena havia mais de uma hora."
Segundo o princípio da correspondência dos tempos verbais, devemos dizer que "Ela estava em cena havia mais de uma hora", porque o verbo que acompanha a forma "havia" está no pretérito imperfeito (= estava, fazia, era). Assim também se daria se estivesse no pretérito mais-que-perfeito (= estivera, fizera, soubera, tinha estado, havia feito).
Em caso de dúvida, podemos usar o seguinte "truque": substituir o verbo "haver" pelo "fazer". Se o resultado da troca for "fazia" (e não "faz"), use "havia" (e não "há").
Exemplos:
" Estava sem comer havia (= fazia) três dias."
" Havia (= fazia) dez anos que o clube não era campeão."
"Ela estivera naquela cidade havia (= fazia) muito tempo."
É importante observar que a ação se encerrou. A forma há (= faz) indica que a ação verbal prossegue. Veja a diferença:
"Havia dez anos que o clube não era campeão." (= o clube acabou de ganhar o campeonato);
"Há dez anos que o clube não é campeão." (= o clube continua sem ganhar o campeonato).
* COMO É CORRETO DIZER?
"Ele disse que chegaria cedo, mas chegou às 5h";
ou
"Ele tinha dito que chegaria cedo, mas chegou às 5h".
A diferença entre disse e tinha dito é o tempo verbal: disse está no pretérito perfeito e tinha dito, no pretérito mais-que-perfeito do indicativo.
O pretérito perfeito indica uma ação concluída no passado: "Ele disse, saiu, fez..."; o pretérito mais-que-perfeito indica uma ação anterior a outra ação que já está no passado: "Quando eu cheguei (pretérito perfeito = ação já passada), ele já tinha dito ou dissera ou havia dito, tinha saído ou saíra ou havia saído, tinha feito ou fizera ou havia feito (pretérito mais-que-perfeito = ação anterior à ação já passada)".
Assim sendo, a frase correta é: "Ele tinha dito que chegaria cedo, mas chegou às 5h". A ação de "dizer" é anterior a ação de "chegar". O pretérito mais-que-perfeito é o "passado do passado".
* EU ARGUO
Qual é a forma correta?
"Ela estava em cena há mais de uma hora."
ou
"Ela estava em cena havia mais de uma hora."
Segundo o princípio da correspondência dos tempos verbais, devemos dizer que "Ela estava em cena havia mais de uma hora", porque o verbo que acompanha a forma "havia" está no pretérito imperfeito (= estava, fazia, era). Assim também se daria se estivesse no pretérito mais-que-perfeito (= estivera, fizera, soubera, tinha estado, havia feito).
Em caso de dúvida, podemos usar o seguinte "truque": substituir o verbo "haver" pelo "fazer". Se o resultado da troca for "fazia" (e não "faz"), use "havia" (e não "há").
Exemplos:
" Estava sem comer havia (= fazia) três dias."
" Havia (= fazia) dez anos que o clube não era campeão."
"Ela estivera naquela cidade havia (= fazia) muito tempo."
É importante observar que a ação se encerrou. A forma há (= faz) indica que a ação verbal prossegue. Veja a diferença:
"Havia dez anos que o clube não era campeão." (= o clube acabou de ganhar o campeonato);
"Há dez anos que o clube não é campeão." (= o clube continua sem ganhar o campeonato).
* COMO É CORRETO DIZER?
"Ele disse que chegaria cedo, mas chegou às 5h";
ou
"Ele tinha dito que chegaria cedo, mas chegou às 5h".
A diferença entre disse e tinha dito é o tempo verbal: disse está no pretérito perfeito e tinha dito, no pretérito mais-que-perfeito do indicativo.
O pretérito perfeito indica uma ação concluída no passado: "Ele disse, saiu, fez..."; o pretérito mais-que-perfeito indica uma ação anterior a outra ação que já está no passado: "Quando eu cheguei (pretérito perfeito = ação já passada), ele já tinha dito ou dissera ou havia dito, tinha saído ou saíra ou havia saído, tinha feito ou fizera ou havia feito (pretérito mais-que-perfeito = ação anterior à ação já passada)".
Assim sendo, a frase correta é: "Ele tinha dito que chegaria cedo, mas chegou às 5h". A ação de "dizer" é anterior a ação de "chegar". O pretérito mais-que-perfeito é o "passado do passado".
* EU ARGUO
O verbo "argüir" não é defectivo. A primeira pessoa do singular do presente do indicativo é "eu arguo". O detalhe é que não há acento agudo na vogal "u", embora a sílaba tônica seja a penúltima (="gu"). Devemos pronunciar e escrever "arguo".
* O VERBO SOER
Você já ouviu alguém dizer "como sói acontecer"? "Ele chegou atrasado, como sói acontecer." A frase é erudita, e você precisa conhecê-la. "Sói" é a terceira pessoa do singular do presente do indicativo do verbo "soer". E o que significa "soer"? Vamos aos dicionários: "ser comum, freqüente; ocorrer geralmente; costumar". Então "sói" significa "é comum", "ocorre geralmente": "Ele chegou atrasado, como é comum acontecer."
* O VERBO SOER
Você já ouviu alguém dizer "como sói acontecer"? "Ele chegou atrasado, como sói acontecer." A frase é erudita, e você precisa conhecê-la. "Sói" é a terceira pessoa do singular do presente do indicativo do verbo "soer". E o que significa "soer"? Vamos aos dicionários: "ser comum, freqüente; ocorrer geralmente; costumar". Então "sói" significa "é comum", "ocorre geralmente": "Ele chegou atrasado, como é comum acontecer."
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