quarta-feira, 9 de março de 2011

CONHEÇA UM POUCO MAIS SOBRE O ENEM


O ENEM (Exame Nacional do Ensino Médio) teve seu início na segunda metade da década de 1990, com o intuito de se obter dados qualitativos sobre os formandos do ensino médio em nosso país. Inicialmente, a prova era composta de 63 questões de múltipla escolha envolvendo 04 grandes áreas do conhecimento (Linguagens, Códigos e suas Tecnologias; Matemática e suas Tecnologias; Ciências da Natureza e suas Tecnologias e Ciências Humanas e suas Tecnologias) mais uma redação. Os conteúdos analisados eram diferentes dos conteúdos cobrados pelos tradicionais vestibulares. No ENEM, sempre cobrou-se do aluno uma gama de habilidades e competências que, somadas aos conteúdos assimilados durante o ensino médio, dão ao aluno a possibilidade de uma grande quantidade de acertos. Além disso, como sempre falo em relação aos vestibulares tradicionais, consegue a vaga quem erra menos e não quem acerta mais, intenção essa do ENEM. Como a prova não é obrigatória para os formandos, no início, sua adesão foi muito baixa. Verificando o problema, o governo federal - via MEC e INEP - resolveu criar artifícios para que a prova fosse mais atrativa para os recém-egressos do ensino médio. Foi aí que surgiu o ProUni (Programa Universidade Para Todos), que proporciona bolsas de estudo (integrais ou parciais) para os estudantes que concluiram o ensino médio em escolas públicas (ou 100% de bolsa em escolas particulares) e que se enquadrem em padrões socioeconômicos determinados pelo MEC. Além do ProUni, diversas universidades (públicas e particulares) também começaram a adotar a prova como elemento para determinar o ingresso em seus cursos.
Em 2009, o MEC resolveu ampliar a abrangência do ENEM. Modificou o formato da prova que passou a contar com 45 questões de múltipla escolha de cada grande área do conhecimento - perfazendo um total de 180 questões - além da redação. Além da modificação do formato, criou o SISU (Sistema de Seleção Unificada), onde o aluno, independentemente da região onde resida, consegue vaga em qualquer universidade federal participante do SISU. Exemplo: um aluno de São Paulo, realiza a prova do ENEM em sua cidade; após o resultado, ele insere a nota obtida no site do SISU em um curso em até 5 campi das universidades federais participantes. Isso é democratização do acesso à universidade federal. Além desse aluno ainda poder contar com o ProUni, caso se enquadre nos padrôes exigidos e descritos acima.
Além dessas oportunidades geradas, o ENEM ainda proporciona diploma do ensino médio a pessoas maiores de 18 anos desde que tire mínimo 400 em cada área do conhecimento e 500 na redação.
Até que enfim nossos governantes tomaram atitudes para tentar resolver, a curto prazo, um dos principais gargalos do desenvolvimento econômico do nosso país que é a carência de mão-de-obra qualificada.
Foi pensando nisso que criei (a princípio em Osasco-SP) um curso preparatório para o ENEM, a preços populares, mas com qualidade suficiente para que nossos alunos consigam seus objetivos ao fazer a prova. Fica o link do nosso blog.


Abraço.

Professor Rodrigo Dionisi Capelli

Sobre o Autor:
Formado em Ciências Sociais pela Unesp (Araraquara), pós-graduado em Sócio-Psicologia pela FESPSP. Professor da área de Ciências Humanas (Filosofia, Geografia, História e Sociologia) para o Ensino Mèdio, Pré-Vestibulares e ENEM e graduação. Grande entusiasta da democratização da educação.

terça-feira, 1 de março de 2011

DE VOLTA À SALA DE AULA


Sim, meus queridos. Depois de um longo período longe das salas de aula - tudo tem seu momento e a "pausa" foi providencial! - estou retomando a "missão" de professor e, muito felizmente, da melhor forma possível: com os cursos preparatórios para concursos públicos do GETUSP e com o curso preparatório para o ENEM do professor Rodrigo Capelli, em Osasco, o CEPE.
O que espero dessa retomada é muito e profícuo trabalho, muita energia à disposição da educação e muita vontade de fazer com que o retorno seja ainda mais gratificante do que aquilo que houve antes.
Gosto da minha profissão e acredito nela. Sei que se há profissionais que podem efetivamente construir um futuro melhor para o nosso país, esses profissionais somos nós, PROFESSORES, comprometidos com a nossa tarefa de levar conhecimento e oportunidades de crescimento aos jovens, que precisam voltar a acreditar que só através da EDUCAÇÃO podemos atingir, com dignidade, o sonho de dias melhores, mais dignos e de igualdade entre as pessoas.
Vou, aos poucos, retomando também a dinâmica do blogue.
Espero comentários, visitas, participação ativa de todos vocês por aqui.
Feliz com o momento e com as boas promessas para 2011.
Um grande abraço!

Professor Daniel Vícola

sábado, 20 de novembro de 2010

A EDUCAÇÃO EM QUE EU ACREDITO


Há um tipo de educação no qual eu acredito bastante: aquele que compreende e dimensiona o aluno em sua condição humana. Aquele que leva em consideração os sentimentos, as limitações e os limites; os diferentes talentos e as diferentes aptidões. Enfim, uma educação que é acolhedora e instigadora de tudo de bom e de positivo que se pode extrair de um aprendiz.
Não sou professor por acaso, minha gente!
Sou professor, principalmente, porque ACREDITO no que faço e na responsabilidade que assumi para mim ao abraçar esta tão complicada carreira.
Percalços? Há muitos! Mas não há nada que seja mais gratificante do que receber um abraço, uma palavra ou um sorriso de gratidão.
Nada se compara àquele momento em que o aluno nos brinda com sua gratidão e seu reconhecimento.
Isso, meus amigos, é mágico!
Justifica todas as pedras do caminho e dá um significado maior à escolha que um dia fizemos pelo caminho  tão cheio de pedras da educação.
Às vezes me pego relendo recados, cartinhas, depoimentos de alunos e ex-alunos, tão carinhosos e tão verdadeiros que não há como não me comover novamente com aquilo tudo.
Essa educação em que acredito nos dá, como fruto, isso: pessoas melhores! Seres humanos mais conscientes e aptos a enfrentar a vida com mais inteligência, segurança e fé nos seus sonhos.
Porque não há aprendizado se não houver disciplina, preparo, conteúdo, mas também não há aprendizado sem laços de amizade, carinho e respeito. Qualquer pessoa que se sinta respeitada em suas dificuldades e necessidades será um excelente e promissor aprendiz. (Na escola e na vida, diga-se de passagem!)
A educação em que acredito é assim: completa. Abrange conteúdos programáticos e afetivos, obras do vestibular e da vida; dos fatos, mas também dos sonhos.
Tenho tentado encontrar um local, uma escola, um colégio que acredite nas mesmas coisas que eu - e, olha, tá difícil!
Ando bem cansado de "empresas" que têm uma visão meramente comercial, nada humanística, do aprendiz.
Ando cansado de pessoas que lidam de maneira irresponsável com a educação, não dando o merecido respeito a profissionais que trabalham movidos a paixão, mas também às necessidades de seu digno sustento e sobrevivência.
Até que isso aconteça, continuo com as aulas particulares e com a maravilha que é estabelecer contato tão íntimo, frutífero e prazeroso com os alunos particulares.
Mas confesso: tô louco pra voltar pra uma sala de aula!
Num local de trabalho sadio, que me dê condições de desenvolver todo o meu potencial com respeito e tranquilidade.
Um local que eu não sei ainda qual é, mas que pronto saberei, tão logo meu coração sinalize e minha razão acene positivamente, com um sorriso.
Deixar de acreditar? Nunca! Eu estaria traindo meus alunos se fizesse o contrário do que sempre lhes aconselho.
Querer, poder e conseguir - esta é a lei.
Torcendo pra encontrar um novo cantinho logo e semear muitas sementes mais!

(Professor Daniel Vícola)

terça-feira, 26 de outubro de 2010

PATRULHA ORTOGRÁFICA #02 (PARTE II)

PATRULHA ORTOGRÁFICA #02 (PARTE I)

Segunda edição do quadro PATRULHA ORTOGRÁFICA, abordando diferentes fontes de erros na língua escrita. Conheça a fundo algumas das causas mais comuns, atentando para sua origem e medidas de prevenção. Recorde, ainda, o conceito de ORTOGRAFIA e a importância de seu conhecimento por todo aquele que pretenda fazer uso mais consciente e proveitoso do nosso idioma.



MAFALDA

SINÔNIMOS E ANTÔNIMOS



SINONÍMIA E ANTONÍMIA (SINÔNIMOS E ANTÔNIMOS)

SEMÂNTICA é a parte dos estudos gramaticais que se incumbe justamente do processo de construção e transmissão do SIGNIFICADO. Daí que, quando nossa análise prioriza o chamado ASPECTO SEMÂNTICO ela esteja preocupada em se voltar para o estudo da construção do significado por meio das palavras. As relações de sinonímia e antonímia são fenômenos compreendidos pelo estudo semântico.
Chamamos de SINÔNIMOS os vocábulos cujos significados são aproximados, ou seja, palavras cuja significação é bastante parecida, porém (e convém que você se detenha com muita atenção a este "porém"!) nunca de significação IGUAL. Sim, porque o princípio organizador da língua é inteligentíssimo: se a palavra "A" for absolutamente igual, em termos de significação, à palavra "B", pra quê, então, precisaríamos de "B"? "A" já terá dado conta da necessidade linguística que a originou. Portanto, por mais parecidas que sejam as palavras, nunca poderemos dizer que elas são IDÊNTICAS quanto ao seu sentido; a relação de sinonímia pressupõe apenas uma noção de SEMELHANÇA entre dois termos.
A relação semântica oposta à sinonímia é a antonímia. E aqui, sim, podemos pensar em uma relação de OPOSIÇÃO dos significados. São antônimos os vocábulos cujos significados são contrários: bom e mau, alto e baixo, quente e frio etc.
Mas ainda em relação aos antônimos podemos, também, fazer justa e importante ressalva: há a antonímia tradicional (essa que acabamos de demonstrar) e a chamada antonímia circunstancial, que se dá quando, por exemplo, dois termos não são necessariamente "opostos", mas, dentro de um determinado contexto enunciativo, passam a ser. Observe o exemplo abaixo:

Ela não falava, apenas sentia aquilo tudo...

Falar e sentir não são, teoricamente, palavras de significação oposta. Na verdade, podemos muito bem pensar, são palavras cujos significados sequer se aproximam; são ações completamente diferentes. No entanto, como você pôde perceber pela frase acima, há, sim, uma relação de OPOSIÇÃO criada entre esses dois termos DENTRO DO CONTEXTO EM QUE FORAM EMPREGADOS. A essa relação de oposição por força do contexto de ocorrência chamamos de ANTONÍMIA CIRCUNSTANCIAL. Ali, naquela frase, falar e sentir são, sim, exemplos de antônimos.
Espero que essa informação lhe tenha sido útil e que você continue a nos acompanhar em nossa Gramática aplicada.
Um grande abraço a todos e até a próxima!

Prof. Daniel Vícola

sábado, 23 de outubro de 2010

PATRULHA ORTOGRÁFICA #01 (PARTE II)


A finalização de nossa primeiríssima PATRULHA ORTOGRÁFICA.

PATRULHA ORTOGRÁFICA #01 (PARTE I)


Essa é a primeira parte do PATRULHA ORTOGRÁFICA de estreia. Espero que todos possam aproveitar as informações desse novo quadro e que compartilhem comigo suas dúvidas e opiniões para os próximos.
A segunda parte virá logo na sequência.
Grande abraço a todos os queridos!

Professor Daniel Vícola

domingo, 3 de outubro de 2010

REFLETINDO SOBRE A COMUNICAÇÃO


Você já parou pra pensar no "poder da palavra"?
Estamos tão acostumados a lidar cotidianamente com ela que sequer percebemos, na prática, como comunicar-se bem é importante - por vezes, definidor e definitivo! - em nosso dia-a-dia.
Sempre aconselho meus alunos a pensarem na relação que andam estabelecendo com nosso querido idioma em seus pormenores. Eu os induzo a essa reflexão perguntando-lhes acerca não apenas das "gramatiquices", esse conhecimento de bolso cobrado em exames vestibulares e provas de concurso, mas da maneira como pensam e interagem com a nossa língua visando a atingir seus objetivos comunicativos. Vamos entender o que estou dizendo: o conhecimento puramente gramatical é importantíssimo, mas, na hora do "vamos ver" não o/a ajudará muito caso você não saiba como articular tal conhecimento à construção orgânica do ato comunicativo, levando em consideração todos os fatores envolvidos nesse processo.
Há uma importante tarefa que se coloca a todo aquele que inicia um ato de comunicação: certificar-se de que aquilo que será comunicado realmente seja codificado de uma forma que dê conta de atender a uma série de expectativas: a de quem fala, a de quem escuta ou lê e a do conteúdo que se pretende transmitir de maneira organizada, coerente, produtiva.
Efetivamente, quem não presta atenção no que diz, para quem diz e como diz, não está se comunicando.
Comunicar é transmitir de maneira eficaz uma informação ao seu interlocutor.
Se a informação não chegar ao seu destinatário, não poderemos dizer que houve, ali, processo comunicativo completo. Assim que pensar, refletir, selecionar melhor os elementos de que nos utilizaremos ao longo do caminho a percorrer se torne tarefa de enorme importância, merecedora de toda nossa atenção e cuidado.
É só parar para pensar no seguinte: fazemos, constantemente, adequações em nosso discurso em função do público ao qual o destinamos e do assunto que temos de transmitir a ele.
Ninguém fala com o diretor da empresa da mesma forma como se reporta ao colega de trabalho.
Da mesma forma, não falamos sobre assuntos delicados, como a morte de um ente querido, a uma criança ou a um adulto.
Ajustes são necessários o tempo todo.
E o conhecimento linguístico tem, posso lhes garantir, uma importância tremenda nessa reflexão sobre os objetivos a serem logrados num ato comunicativo. Essa importância se faz sentir desde a escolha do léxico empregrado até os meandros sintáticos e semânticos que perpassam toda a construção verbal do texto. E são vários os níveis de análise a que podemos submeter um texto verbal para lhe averiguar a boa organização e eficácia comunicativa, todos sabemos.
Estudar gramática, então, me ajuda a expressar melhor minhas ideias? Claro! Mas é preciso pensar em como a língua acontece e não apenas em como ela é descrita.
Você pode devorar manuais e mais manuais de gramática e, ainda assim, não obter a fluência textual que pretendia. E por que isso é assim? Porque uma coisa é você decompor o seu objeto de estudo e analisar-lhe as células, tecidos e órgãos. Outra coisa é entender como tudo isso se relaciona para um objetivo maior: a comunicação.
Por isso defendo o estudo aplicado da gramática da língua portuguesa; essa importante reflexão sobre a língua enquanto importantíssimo veículo de comunicação/interação entre os seus falantes.
Há quem diga, é fato, que o estudo gramatical é "bem chatinho" - e eu concordo, em partes, com tal declaração. Mas é a esse grupo específico que dirijo minha indagação final: "Será que você não está estudando o nosso idioma sob uma perspectiva equivocada? Será que você está, realmente, enxergando a aplicabilidade de tudo o que está aprendendo sob a forma de regras, nomenclaturas e classificações?"
Entenda: você só aprende, de verdade, um conteúdo ao qual atribui significado e relevância dentro do contexto do seu dia-a-dia.
Quem sabe se você parar de olhar para o estudo da língua como um amontoado infinito de "chatices" e passar a encará-lo como um importante auxiliar na construção verbal da sua realidade você não passe a aproveitar muito mais suas preciosas horas de estudo?
Fica registrado, aqui, o convite para que você experimente.
Um grande abraço a todos os leitores e até a próxima!


Prof. Daniel Vícola