A dúvida me chegou via e-mail, mas achei por bem compartilhar a resposta com todos os leitores do blog!
Vamos aprender um pouco mais sobre o plural de palavras no diminutivo? Acompanhe:
segunda-feira, 5 de novembro de 2012
terça-feira, 2 de outubro de 2012
"HISTÓRIA" E "ESTÓRIA": QUE HISTÓRIA É ESSA?
Vou lhe contar uma história ou estória?
E agora? Você também já se viu às voltas com essa dúvida cruel?
Pois bem, você, mais uma vez, não está sozinho(a)! Perdi as contas de quantas vezes respondi a essa questão ao longo desses quase 12 anos de magistério! Será que existe a palavra "estória"? (Porque "história", temos certeza, existe! E nomeia uma ciência humana muito importante, inclusive!) Vamos entender melhor a questão que ora se nos apresenta.
Vários dicionaristas registram apenas o vocábulo "história", condenando o uso da forma "estória", cristalizada em algum momento do uso popular da língua.
Sim, muitas pessoas, durante seus anos escolares, aprenderam que "estória" se opõe à "história" por se referir a um enredo de ficção, imaginado e não vivido por alguém. Seguindo esse raciocínio, a palavra "história" seria empregrada, então, apenas como sinônimo de "relato", conjunto de fatos reunidos num enredo efetivamente vivido, experienciado por alguém. Como os contos de fadas, por exemplo, são fantasiosos, eles constituiriam aquilo a que alguns chamariam "estórias", não "histórias". Já aquilo que lemos nos livros de "História", teoricamente, é real, justificando a nomenclatura que lhe é atribuída.
Verdade ou mito? Mito, minha gente! E vamos entender o porquê.
Em relação a mais esse quiprocó da nossa língua quero, de início, registrar minha posição pessoal: concordo com o que registra o dicionário Aurélio e uso apenas a forma "história" para me referir a enredos reais ou imaginários, indistintamente. Por quê? Segundo o professor Sérgio Rodrigues: "... a fronteira entre história real (história) e história inventada (estória) me parece fluida demais para tornar funcional a adoção de dois vocábulos. Todo mundo sabe – ou deveria saber – que a história, bem espremida, é cheia de “estórias”. E vice-versa. Acho mais inteligente deixar a distinção a cargo do contexto."
Um dado curioso, ainda segundo o mesmo autor, é que "contrariando o que muitos imaginam, estória não é um anglicismo relativamente recente (do século 20), mas uma palavra mais antiga do que história – e, a princípio, com o mesmo significado. É o que informa também o Houaiss: estória foi registrada no século 13 e história, no 14. O melhor dicionário brasileiro acrescenta que, como sinônimo perfeito da segunda, a primeira caiu em desuso, sobrevivendo, hoje, como um regionalismo brasileiro que significa 'narrativa de cunho popular e tradicional'. O que me parece ao mesmo tempo vago e restritivo."
São ensinamentos interessantes de Rodrigues também os seguintes: "Resta a questão da origem da palavra estória, que o Houaiss, embora situando o fato sete séculos antes do que acredita o senso comum, confirma ser o inglês story, também esta uma palavra do século 13. No entanto, vale a pena considerar a hipótese de estória ter derivado – do mesmo modo que story, aliás – do francês arcaico storie, entre outras razões, por sua razoável precedência: data de 1105."
Os adeptos do uso de estória, conforme atestam alguns estudiosos da língua, são minoritários. E um ilustre representante das nossas letras parece ter responsabilidade parcial por essa escolha: o renomado autor regionalista Guimarães Rosa, que usou a palavra no título de um livro, “Primeiras estórias”, datado de 1962 (cujo primeiro conto, inclusive, começa com a frase “Esta é a estória”). Destarte, penso que não podemos dizer que os que grafam estória estejam desprovidos de credenciais - ao menos literárias, deixemos claro!
Assim, para ser ortograficamente correto, prefira grafar "história" em contextos oficiais, que exijam o emprego da famigerada norma culta. Em contextos mais intimistas, que possibilitem expressão mais livre, artística e solta, a escolha, claro, fica a seu critério! Afinal de contas, como diz o sábio Luís FernandoVeríssimo: "A gramática tem que apanhar muito pra aprender quem é que manda!"
E tenho dito.
Professor Daniel Vícola
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sábado, 8 de setembro de 2012
"DE MAIS" OU "DEMAIS"?
Nossos alunos são comprometidos demais com os estudos!
Prontos para resolver mais uma dúvida recorrente da nossa amada língua?
Numa oração como:
Sabemos que ela fala demais!
Sabemos que ela fala de mais!
Qual é a forma correta: "demais" ou "de mais"?
Você sabe diferenciar essas duas formas? Saberia, com precisão, determinar qual das versões da oração acima é a correta?
Nosso post de hoje, então, vai esclarecer essa dúvida e eliminar o problema!
Entendamos, pois, as diferenças.
O que importa, de fato, para decidirmos o caso de usar a palavra "demais" ou a expressão "de mais" não é propriamente como classificamos uma ou outra, mas o significado apresentado por cada uma delas.
De modo geral, DEMAIS, numa só palavra, funciona como advérbio de intensidade. Acentua, portanto, o valor de verbo, de um adjetivo ou mesmo de um outro advérbio, apresentando significado próximo ao de "muito", "muitíssimo", "extremamente", "excessivamente", "em demasia".
Observe os exemplos listados abaixo:
"A seleção de vôlei jogou demais no último campeonato."
"Perto demais do fogo, Juanes se queimou."
"Elisa era linda demais nas suas recordações infantis."
"Soube que eles escrevem mal demais."
Perceba que, em todos os casos listados acima, a palavra "demais" está associada a verbo, adjetivo ou advérbio, sempre cumprindo, em relação a todas essas palavras, a função de lhes intensificar o sentido.
Portanto, não se esqueça disso: DEMAIS, quando se refere a VERBOS, ADJETIVOS ou ADVÉRBIOS, é um ADVÉRBIO DE INTENSIDADE, e é uma palavra só: DEMAIS!
Só que a palavra "DEMAIS" também pode ser empregada como pronome indefinido, quase sempre precedida de artigo, com o significado de os outros, os restantes, os mais.
Acompanhe o exemplo:
"Foram impedidos poucos candidatos do partido; os demais se deram bem."
Demais como adjetivo:
"Os demais candidatos recorreram ao STF e se deram bem."
"Demais" equivale, ainda, a "além disso", "ademais", "demais disso", "de mais a mais" - em uso pouco frequente; há quem discorde, mas, nessa acepção, alguns gramáticos classificam demais como conjunção coordenativa que introduz uma oração explicativa, às vezes, seguida de vírgula.
Curiosa e justificável essa oscilação, porque a classe adverbial é um tanto difusa, como lembra Celso Cunha em sua Gramática da Língua Portuguesa (Fename, 1982).
Exemplos:
"Dora disse que não queria mais ser parte daquele setor; demais não leva jeito mesmo."
"Não disse nada a ela; demais, não havia o que dizer."
Já a expressão "DE MAIS", composta por preposição e advérbio, expressa a noção de quantidade, com significado aproximado de a mais, como oposto de de menos. Tem função adjetiva; acompanha, portanto, substantivos ou palavras substantivadas:
"Maristela perdeu quilos de mais."
"Está tudo em cima; nem ossos de mais, nem carne de menos."
"Não houve nada de mais com ela."
Assim, minha gente, no frigir dos ovos, classificações e definições, "na hora H", pouco importam. O que importa é observar com atenção o sentido da frase para fazer a escolha apropriada.
Espero que tenhamos, aqui, esclarecido mais essa dúvida acerca de expressões de uso cotidiano na língua.
Deixo meu grande abraço a todos.
Até a próxima!
Prof. Daniel Vícola
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quinta-feira, 6 de setembro de 2012
quarta-feira, 5 de setembro de 2012
CURSO PRÉ-ENEM 2012
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Queridos alunos e ex-alunos: vocês conhecem alguém que esteja se
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agora, ONLINE! Grande abraço a todos!
terça-feira, 4 de setembro de 2012
"EM FÉRIAS" OU "DE FÉRIAS"?
"De férias" ou "em férias"? Relaxe! O importante é descansar!
A dúvida, hoje, é da Gisele, aluna da Turma Regular da Federal Getussp. Ela me perguntou, em nosso último encontro, a respeito das expressões "em férias" e "de férias": quando usar uma ou outra dessas expressões e em quais contextos. A resposta, então, vem em forma de post, também, para que o conhecimento possa ser compartilhado por todos.
No cotidiano falado da língua percebemos uma infinidade de expressões das quais comumente fazemos uso, sem que, necessariamente, elas estejam de acordo com aquilo que é aconselhado ou prescrito pela gramática. Por isso a consulta a boas fontes é fundamental! Claro que, de modo geral, não há como controlarmos muito as palavras ou expressões na língua falada, uma vez que ela se caracteriza, sobretudo, pelo imediatismo e pela espontaneidade. Mas é prudente - e de muito bom tom! - que você dispense uma atençãozinha maior a tudo aquilo que for registrar por escrito, afinal, é na escrita que os erros e deslizes aparecem de maneira mais evidente.
No caso da dúvida da Gisele, não podemos falar em erro, uma vez que, segundo consulta empreendida, ambas as formas estão corretas: de férias ou em férias.
Vamos analisar alguns exemplos? Acompanhe:
A cidade ficou vazia, pois todos estão de férias.
Quero que chegue logo o mês de dezembro: estaremos em férias!
Entretanto, há uma ressalva a se fazer (Sim, a gramática sempre tem algum comentário de rodapé com que nos advertir!): quando resolvemos atribuir um adjetivo ao substantivo "férias", recomenda-se usar a expressão “em férias”. Como podemos observar nos exemplos seguintes:
Os funcionários daquela empresa sairão em férias coletivas.
Após o fechamento das notas finais, comunico que todos os nossos alunos estarão em merecidas férias.
Simples, não?
Espero que essa dica lhes tenha sido útil!
Grande abraço!
Professor Daniel Vícola
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quinta-feira, 30 de agosto de 2012
ESTAMOS "EM PÉ" OU "DE PÉ"?
A dúvida foi levantada pelo aluno Diogo, da Federal Getussp. Alguma vez você também ficou em dúvida a respeito de qual das duas formas utilizar? Pois bem, uma pesquisa em diferentes fontes revelou que, neste caso, são corretas as duas formas de se dizer. Assim, via de regra, para muitos contextos, tanto faz dizer ou escrever "em pé" ou "de pé".
Mas, curioso por maiores explicações, foi em gramáticas portuguesas que encontrei maiores detalhes acerca da utilização dessas expressões. O que aprendi com nossos irmãos portugueses, então, compartilho abaixo, com todos vocês!
Cada um dos falantes da língua escolhe uma ou outra forma conforme lhe parecer melhor, pois que ambas as locuções significam, geralmente, em posição vertical, ereto, firme, levantado. São, pois, do ponto de vista semântico, locuções sinônimas.
Há, porém, algumas pequenas nuances de significação quanto ao emprego: geralmente dizemos "de pé", quando aludimos à posição contrária à de sentado ou deitado.
Veja alguns exemplos:
O meu professor dá as aulas sempre de pé.
Fique de pé e ouça-me.
Estou de pé desde as seis horas da manhã.
Ficou de pé o dia inteiro para atender as pessoas.
As árvores morrem de pé.
Repare que, em todos os casos, a expressão "de pé" é antônima de "sentado(a)" ou "deitado(a)".
Geralmente dizemos "em pé" quando nos referimos à posição de ereto, firme, levantado, sem pretendermos contrapô-la à de sentado ou deitado.
Observe alguns exemplos:
O André é aquele que está ali, em pé, perto da Júlia.
Vou até ao restaurante de comer em pé.
Ele farta-se de trabalhar. Anda sempre em pé.
Quanto a funcionário, geralmente dizemos que ele está sempre em pé no seu trabalho – sempre em pé para atender as pessoas – e não sempre de pé. Sendo assim, parece que devemos preferir: o funcionário trabalha em pé.
Contudo, como já dissemos, estamos em presença de expressões sinônimas. As diferenças expostas acima dizem respeito apenas às preferências registradas no uso cotidiano da língua, numa tentativa de entender e esclarecer como é que se dá o emprego de tais expressões em atos de comunicação engendrados em língua portuguesa. De maneira geral, por se tratar de uma relação sinonímica, você poderá empregar aquela forma que, no ato de fala, sentir que fica melhor.
Espero que todos tenham aproveitado a pesquisa e esclarecido mais uma dúvida referente à nossa querida língua portuguesa!
Grande abraço a todos.
Professor Daniel Vícola
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terça-feira, 28 de agosto de 2012
"A SEMANA PASSADA" OU "NA SEMANA PASSADA"?
Já teve essa dúvida e não soube como solucioná-la? No uso cotidiano da língua impasses como esse sempre surgem e é muito pertinente que você, querendo conhecer um pouco mais do nosso idioma, dedique-se a solucioná-los e, através disso, melhorar sua capacidade de expressão escrita e falada.
Nesse caso específico, a gramática nos mostra que é indiferente usar a preposição "em" ou não.
Assim, indistintamente, você poderá dizer/escrever:
O presidente da empresa deu várias entrevistas o ano passado.
O presidente da empresa deu várias entrevistas no ano passado.
Esta semana pretendemos dar um grande impulso ao movimento.
Nesta semana pretendemos dar um grande impulso ao movimento.
Receberemos a mercadoria quinta-feira próxima.
Receberemos a mercadoria na quinta-feira próxima.
“No ano anterior, ali pelo mês de agosto, tendo eu quarenta e dois anos, fiz-me teólogo. – quero dizer, copiava os estudos de teologia de um padre de Niterói, antigo companheiro de colégio, que assim me dava. delicadamente, casa, cama e mesa. Naquele mês de agosto de 1859, recebeu ele uma carta de um vigário de certa vila do interior, perguntando se conhecia pessoa entendida, discreta e paciente, que quisesse ir servir de enfermeiro ao Coronel Felisberto, mediante um bom ordenado.” (Machado de Assis – O enfermeiro)
“A noite passada, você veio me ver / A noite passada, eu sonhei com você” (Herbert Viana)
“No dia em que o homem chegou, Betsy teve o derrame e ficou sem comer.” (Rubem Fonseca – Betsy)
“Um dia ele chegou tão diferente do seu jeito de sempre chegar.” (Chico Buarque de Holanda – Valsinha)
“(…) Uma noite, correu a notícia de que o bazar se incendiara.” (Cecília Meireles – Brinquedos incendiados)
“Um dia desses, indagado sobre qual das modernas comodidades tecnológicas eu não dispensaria, respondi de pronto: a energia elétrica.” (Gilberto Gil)
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domingo, 8 de julho de 2012
TRANSPOSIÇÃO DO DISCURSO DIRETO PARA O INDIRETO
TRANSPOSIÇÃO DO DISCURSO DIRETO PARA O INDIRETO
Do confronto destas duas
frases:
“- Guardo tudo o que meu neto
escreve - dizia ela.” (A.F. Schmidt)
“Ela dizia que guardava tudo o
que o seu neto escrevia.”
Verifica-se
que, ao passar-se de um tipo de relato para outro, certos elementos do enunciado
se modificam, por acomodação ao novo molde sintático.
a) Discurso direto: enunciado em 1ª ou 3ª pessoa.
“- Devia bastar, disse ela; eu não me atrevo a
pedir mais.” (M. de Assis)
Discurso
indireto: o enunciado
passa a ser construído todo em 3ª pessoa:
“Ela disse que deveria bastar, que ela não se atrevia a pedir mais.”
b) Discurso direto: verbo enunciado no presente:
“- O major é um
filósofo, disse ele, com malícia.” (Lima Barreto)
Passando para o discurso
indireto, o verbo é enunciado no pretérito
imperfeito:
“Disse ele, com malícia, que o major era um filósofo.”
c) Discurso direto: verbo enunciado no pretérito perfeito:
“- Caiubi voltou,
disse o guerreiro Tabajara.” (José de Alencar)
Discurso
indireto:
verbo enunciado vai para o pretérito
mais-que-perfeito:
“O guerreiro Tabajara disse que Caiubi tinha voltado.”
d) Discurso direto: verbo enunciado no futuro do presente:
“- Virão buscar
você muito cedo? - perguntei.”
Discurso
indireto:
verbo vai para o futuro do pretérito:
“Perguntei se viriam buscar você muito cedo”
e) Discurso direto: verbo no modo imperativo:
- Acabem
logo com essa discussão! , gritaram em volta.
Discurso
indireto:
verbo no modo subjuntivo:
“Gritaram em volta que acabassem logo com aquela discussão.”
f) Discurso direto: enunciado justaposto:
“O dia vai ficar triste, disse Caiubi.”
Discurso
indireto:
enunciado subordinado, geralmente introduzido pela integrante que:
“Disse Caiubi que o dia ia ficar triste.”
g) Discurso direto: enunciado em forma interrogativa direta:
“Pergunto - É verdade que a
Aldinha do Juca está uma moça encantadora?” (Guimarães Rosa)
Discurso indireto: o enunciado em forma interrogativa indireta:
“Pergunto se é verdade que a Aldinha do Juca está uma moça encantadora.”
h) Discurso direto: pronome demonstrativo de 1ª pessoa (este,
esta, isto) ou de 2ª pessoa
(esse, essa, isso).
“Isto vai depressa, disse Lopo Alves.”(Machado de Assis)
Discurso indireto: pronome demonstrativo de 3ª pessoa (aquele, aquela, aquilo).
“Lopo Alves disse que aquilo ia depressa.”
i) Discurso direto: advérbio de lugar aqui:
“E depois de torcer nas mãos a
bolsa, meteu-a de novo na gaveta, concluindo: - Aqui, não está o que procuro.”(Afonso Arinos)
Discurso indireto: o advérbio de lugar correspondente é “ali”:
“E depois de torcer nas mãos a bolsa, meteu-a de novo na gaveta, concluindo que ali não estava o que procurava.”
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